30/09/2009

processo criativo



cansativo, frustrante.


exaustivo, extenuante.
principalmente quando se tem fome, sono e dedos presos com superbonder.

Casa do baile 2

Casa do baile sobre a pele
(com cores originais)




(com tratamento de cor no Photoshop)
Chegou a hora de fazer um panorama em grupo. De unir diferentes idéias, pontos de vista e exigências. De extrair o máximo daquele ambiente já tantas vezes explorado por nós, atrás de algo que fosse realmente bacana de ser mostrado. Juntar a arquitetura e o paisagismo aos nossos olhares - tão diferentes. Registrar a experiência de cada um em seu trabalho anterior influenciando tanto nesse novo olhar. Com novas surpresas a cada visita.
Percebemos daí a essência do nosso novo trabalho. Uma tentativa de reflexão sobre as diferenças. Sobre as memórias, os diálogos entre nós e o ambiente que nos cerca, e o que deles fica realmente em nós.
Usamos das diferenças de cada um, das lembranças que nos marcaram (imagens sobre nossos corpos) que em cada experiência é completamente diferente. Que o que fica em nós também sofre deformações, dependendo das individualidades (no caso, dependendo de cada corpo - dos integrantes do grupo - e posição em que a imagem da Casa do Baile é projetada). Tentamos mostrar interações entre pessoas e espaços e como cada um interfere nessa imagem para si.
Usamos de duas dinâmicas: no primeiro momento projetamos as imagens e tentamos interagir com elas, algo como mergulhar na projeção. Já no segundo momento fizemos com que as imagens ‘se desdobrassem’ para mergulhar em nós. Outro fato interessante foi que, inicialmente quase que sem-querer, tridimensionamos imagens que estavam planas. Ou seja, revertemos o processo da fotografia e a fotografamos de novo, o que deu um resultado interessante.
Na montagem do panorama propriamente dito, fomos influenciadas por David Hockney e suas polaróides e pelo trabalho mostrado em uma aula, que foi usado no site de um bailarino. Usando fotos de alta qualidade tentamos disponibilizar maior interação ao trabalho, dando ao observador a opção de ver em boa resolução - através do uso de zoom- uma foto que a princípio estava fora do seu alcance, ou do seu entendimento. Também na montagem, tentamos aproveitar ao máximo as linhas orgânicas dos nossos corpos, pra enfatizar as curvas de Niemeyer; além das cores dos jardins de Burle Marx com bastante contraste e a formação de “ilhas de cores”.



Tentamos porem uma abstração não completa, fazendo uma alusão a um panorama 'retíilíneo" da Casa do Baile, colocando textura de chão e plantas em baixo; construção, árvores e lagoa no meio e tons de azul - de céu, azulejos e até mesmo água - em cima. Mas foi dícifil dar a unidade que queríamos ao resultao final, não foi tão fácil agrupar as fotos por 'tema'.


O acervo de fotos utilizadas foi de cerca de 600, todas tiradas pelos integrantes do grupo nas diversas visitas feitas ao local. Com uma preocupação estética, utilizamos a imagem projetada sobre a pele e mais imagens de texturas e cores – que nos proporcionavam fotos com composições mais agradáveis.
A nossa grande dificuldade e preocupação na edição do trabalho foi que, ao utilizar fotos de nossos corpos semi-nus, o trabalho não ficasse apelativo e nem que nos sentíssemos expostas - o que foi um dos maiores desafios, abdicamos no processo de fotos que ficaram fantásticas.
Pretendíamos fazer um trabalho maior, com muito mais fotos, mas o prazo curto não possibilitou. Esperamos que esse material, e técnica, sirva de base para outros projetos.

28/09/2009

Objeto Digital

Tentando representar minha experiência na visita ao museu Oi futuro, fiz um objeto no SketchUp que se relacionasse a experiência.

O objeto é um Odradek - ou um carretel de pipa.

A intenção é inicialmente relacionar a visita a uma diversão. Bem interativa, onde você escolhe o que vai ver - ou pra onde a pipa vai. E mostrar que o ambiente faz parte disso. Na minha representação o gramado, que remete ao ar livre, em contradição aos ambiente claustrofóbicos e caóticos de entrada e saída do museu, mas que interferem radicalmente nas experiências - como se entrássemos em um túnel do tempo, ou ambiente especial. Também a linha, que remete a conexão criança/pipa, e entre interlocutor/informação.

O Odradek é um objeto atemporal. Também não se sabe quando surgiu, nem qual foi sua primeira função. Quis fazer uma brincadeira com a atemporalidade de um objeto relacionando-o a um museu que expõe tecnologias que estão em constante mudança e atualização, tentando fazer com que se perguntem até quando reconheceremos um telefone como um meio de comunicação, e quando ele se tornará um peso de papel, ou um óbvio carretel de linha.

Objeto feito ápós a leitura do texto Odradek, de Franz Kafka.

20/09/2009

Objeto físico





Objeto criado a partir da leitura do livro de Herman Hertzberger.
Material: Palitos e gominhas de silicone.
A idéia era criar algo que unisse escultura e interatividade - que muito me interessa, e tem uma grande relação com a arquitetura, que tem forma e função.
O uso de materiais simples, monocromáticos e pequenos que formam uma objeto relativamente grande ao seu tamanho individual e geometricamente complexo. A maleabilidade do silicone e a leveza dos palitos juntos, foram capazes de proporcionar formas que a princípio não se imagina que possa se sustentar, dando ao objeto flexibilidade e ao mesmo tempo estabilidade, e segurança.
O pequeno tamanho de cada conjunto de palitos/silicone foi com o propósito de ser convidativo para que o observador interaja e faça suas próprias formas.
Pode se relacionar o objeto a alguns conceitos do autor, como a importância de propocionar ao homem uma relação com o ambiente em que se encontra, tornando-o acessível e possibilitando que suas próprias marcas de personalidade sejam deixadas nele. Apegando-se assim a esse ambiente, agora não tão mais público quanto antes.
O apego a um objeto público interferido pode ser percebido no rosto de um observador/usuário quando alguém muda o que ele tinha feito segundos atrás e estava admirando.

19/09/2009

Visita à museus

Sexta-feira, junto com coleguinhas de classe, fui ao espaço Oi Futuro ver a exposição permanete do Museu das Telecomunicações e ao Inimá de Paula, na exposição do artista Vik Muniz.

Fui surpreendida nas duas visitas. Esperava encontrar telefones novos e antigos e reproduções de quadros famosos. Sim, vi isso. Mas vi muito mais.
Não era apenas um paralelo entre os aparelhos. No Museu das Telecominicações me assustei com as novas tecnologias, e achei um barato os aparelhos antigos. Vi coisas maravilhosas (como uma caixa de espelhos com uma tela plana em baixo, passando imagens lindas e formando maravilhosos caleidoscópios, uma sala também de espelho e muita informação no meio disso tudo) e me diverti muito interagindo com tudo lá dentro. Foi uma viagem tecnológica mesmo.
Mais tarde, comecei achando maravilhoso o trabalho do Vik Muniz, mas demorei um pouco pra realmente ver aquilo tudo que estava por trás das cópias. A fotografia, a genialidade na escolha dos materiais e da escala, e toda a idéia por trás de tudo. Foi outro tipo de viagem -e que viagem linda.